segunda-feira, 15 de março de 2010

São Paulo Indy 300 I

São Paulo Indy 300



Bom, falarei brevemente sobre a São Paulo Indy 300, etapa de abertura do campeonato 2010 da Fórmula Indy, que aconteceu dias 13 e 14 de março deste ano e, claro, eu estava presente.

Primeiramente preciso dizer que sou fã da Indy desde minha infância, quando via as corridas do Alessandro Zanardi pela narração do Téo José no SBT, quando o nome da categoria no Brasil era “Fórmula Mundial” (que isso...). Coisa rara para brasileiros, os quais só acham que existe Fórmula 1 e complôs internacionais obscuros para que alemães e espanhóis andem na frente dos tupiniquins (isso se chama capacidade).
Muito se passou, a Cart faliu, a IRL ganhou espaço, no final todas se juntaram como Indy (que quiserem saber da história me falem, eu escrevo) e, agora, no auge do desenvolvimento do “país do futuro”, a categoria desembarca novamente no Brasil, em São Paulo (de 1996 a 2000 correram num circuito oval em Jacarepaguá, Rio).


O circuito de São Paulo, montado artificialmente pelas ruas do entorno do Anhembi, passando pela Passarela dos desfiles das escolas de samba e pela Marginal Tietê, é bem desafiador, com trajeto difícil e estreito. Pareceu-me uma mistura dos circuitos de Toronto e Detroit.
Sobre os problemas, posso dizer que a organização da corrida foi falha. Para os torcedores, o esquema para alimentação e bebidas era péssimo, pois você passava por três filas para pegar uma água (trocava dinheiro por ficha, ficha por fichona, e a fichona pela água). Isso se ainda houvesse água na lanchonete, pois ela acabou nos dois dias do evento (!). Sem contar o preço, água R$ 3, refrigerante/cerveja R$ 7, etc.


Não havia arquibancadas na reta da Marginal, o lugar mais “diferente” do circuito, reta de 1,5km onde os pilotos encontravam vácuo suficiente para ultrapassagens e chegavam às maiores velocidades da prova. Aliás, havia uma arquibancada, mas muito pequena, com ingressos esgotados desde o primeiro dia de vendas. As demais arquibancadas não tinham muita visão da pista, várias com “postes” na frente (do desfile das escolas de samba).



Para os competidores, os primeiros treinos na manhã de sábado revelaram a impossibilidade de se correr na pista da passarela do samba, feita de concreto e “pintada” para os desfiles, pois os carros não tinham aderência suficiente para acelerar lá. Entravam na reta saindo de traseira, saiam de frente ao acelerar e, quando freiavam, tinham que rezar para não perder totalmente o controle do carro. Após “motim” dos pilotos, liderados por Tony Kanaan, deu-se um jeito na pista para o domingo, 'lixando' e 'arranhando' o concreto.

A pista apresentava muitas ondulações, coisa normal em circuito de rua, porém muito maiores que o normal “chegando o carro a perder contato com o solo com as 4 rodas”, como disse Dario Franchitti. Sabe a rua esburacada que você anda na Marginal? Então, foi a mesma utilizada pelos carros da Indy. Difícil, né? Durante a chuva de verão ocorrida no meio da corrida, no domingo, notou-se a formação de enormes poças d'água no final da reta do sambódromo (essas eu vi, pois lá estava) e na Marginal, além da falta de aderência (Danica Patrick rodou na minha frente por isso).



Mas a corrida foi muito boa. Mais daqui a pouco.

sábado, 13 de março de 2010

Mi Buenos Aires Querido I – Chegada

Mi Buenos Aires Querido

Boa tarde, galera do bem! Ótimo sábado!

Queria contar logo minha viagem a Europa em 2009 (“Eurotrip2009 Summer”), mas, como diria uma certa personalidade londrina, vamos por parte.

MI BUENOS AIRES QUERIDO – CHEGADA

Por Douglas Miglioretti





Caminito, em La Boca, num dia sem turistas!





O planejamento a minha viagem a Buenos Aires foi complicado. Passagens baratas, férias no trabalho, guias ótimos, dinheiro em caixa, porém namorada (ex agora, ainda bem) no pé. Não queria que eu fosse, e constantemente brigava comigo. Mesmo assim, dia 29 de maio de 2009, sexta-feira, embarquei em Guarulhos para um vôo Gol-Varig direto para a capital argentina.

Um adendo: incrível como alguns dias marcam, não? Na hora que escrevo já lembrei da data, do dia da semana, sem precisar recorrer a nenhum calendário ou anotação.

Buenos Aires é demais. Uma megalópole vibrante, cosmopolita, com prédios suntuosos que nos remetem às capitais européias, porém também “sul-americana”, com as loucuras tipicamente latinas, trânsito, herança italiana vista na rua com pessoas falando alto e gesticulando, noite fantástica. Como se não bastante, Buenos Aires, ainda, é romântica e tem um ar melancólico, decadente, que eu simplesmente adoro.

Metrô portenho

Minha primeira viagem internacional! Sozinho! Delícia, né? Cheguei rapidamente no Ezeiza, o aeroporto internacional de Buenos Aires, troquei meus reais por pesos na agência do Banco de la Nacion do aeroporto (na rua, na Calle Florida e arredores, centro, você consegue cotações melhores, mas nem tanto – no meu caso, peguei 1,80 pesos por 1 real enquanto na rua estava 1,85-1,88) e peguei o shuttle da Manuel Tienda León para o centro, 45 minutos, onde pegaria o metrô até o albergue.

Ainda não “conseguia” falar espanhol, ficava receoso, sem o jeitinho brasileiro de anasalar a voz e terminar as palavras com “ón”. Somente tinha trocado hola e gracias com a menina da imigração e do shuttle. O ônibus vai até o Retiro, pertinho da estação de metrô homônima. Rápida conferida nos mapas e lá vou eu.

O metrô portenho é antigo, com trens caindo aos pedaços e estações mal-cuidadas. Mas funciona, e o povo é educado (uau, faziam fila indiana para entrar no vagão e esperavam as pessoas saírem, coisa inimaginável em São Paulo). Os tickets são de papéis (1,10 pesos), você valida na maquininha e joga “fora” (no chão, na escadaria…). Queria comprar logo a cartela com 10, mas a menina do guichê não entendeu meu tímido espanhol e deixei pra lá.

Plaza de Mayo, com a Casa Rosada ao fundo


Fiquei hospedado no Milhouse Hostel, na Avenida de Mayo (eles dizem ‘maxo’), o melhor albergue que já fiquei na minha vida. Staff legal, galera muito maneira (fiz amigos de toda parte do mundo que, inclusive, já vieram me visitar aqui em São Paulo), festas e esquentas ótimos e uma estrutura que contava com ar condicionado/aquecedor, cozinha, telão, bar, sofás, uma salinha mais reservada para quem quiser ver um DVD e computadores (tá, só 2) com acesso free a internet. Sim, os quartos também eram novos e com espaço suficiente para as mochilas, com banheiro privativo. Tudo por 10 dólares americanos por dia!

Assim que ‘joguei’ minha mochila no quarto e troquei umas palavras com duas australianas lindas que estavam no meu quarto (loirinhas hehehe) corri pra rua começar a explorar a minha já amada Buenos Aires.

Eu não disse nada, juro! - Eu e Nicole, uma das aussie girls, no hostel

Dougdigital – aventuras de um cara perdido por aí

Antigo blog / former blog: http://dougdigital.wordpress.com

Olá!

Nunca entendia a razão da existência de certos blogs. Seu autor o cria e despeja suas opiniãos nele, quando não o utiliza para contar o que fez durante o dia (do tipo acordei, fui trabalhar, almocei sushi, fiz leg press na academia, conversei com aquela loirinha que mora do lado – ok, conversar com a loirinha pode ser um bom assunto!), num exercício de egocentrismo impressionante.

Mas sempre gostei de viajar. Viajei, viajo, viajarei e, possivelmente, o norte que tomarei na vida, até seu fim em 2012 (hehehe), terá a ver com viajar (depois conto). Sentia falta de escrever sobre isso, de certa forma imortalizar o que fiz, vi, recomendo, não recomendo, dicas sobre as viagens que fiz (e planejo fazer). Por isso decidi começar este blog.

Tentarei escrever, já amanhã, sobre uma viagem que fiz ano passado. Até!