Boa tarde, galera do bem! Ótimo sábado!
Queria contar logo minha viagem a Europa em 2009 (“Eurotrip2009 Summer”), mas, como diria uma certa personalidade londrina, vamos por parte.
MI BUENOS AIRES QUERIDO – CHEGADA
Por Douglas Miglioretti
Caminito, em La Boca, num dia sem turistas!
O planejamento a minha viagem a Buenos Aires foi complicado. Passagens baratas, férias no trabalho, guias ótimos, dinheiro em caixa, porém namorada (ex agora, ainda bem) no pé. Não queria que eu fosse, e constantemente brigava comigo. Mesmo assim, dia 29 de maio de 2009, sexta-feira, embarquei em Guarulhos para um vôo Gol-Varig direto para a capital argentina.
Um adendo: incrível como alguns dias marcam, não? Na hora que escrevo já lembrei da data, do dia da semana, sem precisar recorrer a nenhum calendário ou anotação.
Buenos Aires é demais. Uma megalópole vibrante, cosmopolita, com prédios suntuosos que nos remetem às capitais européias, porém também “sul-americana”, com as loucuras tipicamente latinas, trânsito, herança italiana vista na rua com pessoas falando alto e gesticulando, noite fantástica. Como se não bastante, Buenos Aires, ainda, é romântica e tem um ar melancólico, decadente, que eu simplesmente adoro.
Minha primeira viagem internacional! Sozinho! Delícia, né? Cheguei rapidamente no Ezeiza, o aeroporto internacional de Buenos Aires, troquei meus reais por pesos na agência do Banco de la Nacion do aeroporto (na rua, na Calle Florida e arredores, centro, você consegue cotações melhores, mas nem tanto – no meu caso, peguei 1,80 pesos por 1 real enquanto na rua estava 1,85-1,88) e peguei o shuttle da Manuel Tienda León para o centro, 45 minutos, onde pegaria o metrô até o albergue.
Ainda não “conseguia” falar espanhol, ficava receoso, sem o jeitinho brasileiro de anasalar a voz e terminar as palavras com “ón”. Somente tinha trocado hola e gracias com a menina da imigração e do shuttle. O ônibus vai até o Retiro, pertinho da estação de metrô homônima. Rápida conferida nos mapas e lá vou eu.
O metrô portenho é antigo, com trens caindo aos pedaços e estações mal-cuidadas. Mas funciona, e o povo é educado (uau, faziam fila indiana para entrar no vagão e esperavam as pessoas saírem, coisa inimaginável em São Paulo). Os tickets são de papéis (1,10 pesos), você valida na maquininha e joga “fora” (no chão, na escadaria…). Queria comprar logo a cartela com 10, mas a menina do guichê não entendeu meu tímido espanhol e deixei pra lá.
Plaza de Mayo, com a Casa Rosada ao fundo
Fiquei hospedado no Milhouse Hostel, na Avenida de Mayo (eles dizem ‘maxo’), o melhor albergue que já fiquei na minha vida. Staff legal, galera muito maneira (fiz amigos de toda parte do mundo que, inclusive, já vieram me visitar aqui em São Paulo), festas e esquentas ótimos e uma estrutura que contava com ar condicionado/aquecedor, cozinha, telão, bar, sofás, uma salinha mais reservada para quem quiser ver um DVD e computadores (tá, só 2) com acesso free a internet. Sim, os quartos também eram novos e com espaço suficiente para as mochilas, com banheiro privativo. Tudo por 10 dólares americanos por dia!
Assim que ‘joguei’ minha mochila no quarto e troquei umas palavras com duas australianas lindas que estavam no meu quarto (loirinhas hehehe) corri pra rua começar a explorar a minha já amada Buenos Aires.
Eu não disse nada, juro! - Eu e Nicole, uma das aussie girls, no hostel


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