São Paulo Indy 300

Bom, falarei brevemente sobre a São Paulo Indy 300, etapa de abertura do campeonato 2010 da Fórmula Indy, que aconteceu dias 13 e 14 de março deste ano e, claro, eu estava presente.
Primeiramente preciso dizer que sou fã da Indy desde minha infância, quando via as corridas do Alessandro Zanardi pela narração do Téo José no SBT, quando o nome da categoria no Brasil era “Fórmula Mundial” (que isso...). Coisa rara para brasileiros, os quais só acham que existe Fórmula 1 e complôs internacionais obscuros para que alemães e espanhóis andem na frente dos tupiniquins (isso se chama capacidade).
Muito se passou, a Cart faliu, a IRL ganhou espaço, no final todas se juntaram como Indy (que quiserem saber da história me falem, eu escrevo) e, agora, no auge do desenvolvimento do “país do futuro”, a categoria desembarca novamente no Brasil, em São Paulo (de 1996 a 2000 correram num circuito oval em Jacarepaguá, Rio).

O circuito de São Paulo, montado artificialmente pelas ruas do entorno do Anhembi, passando pela Passarela dos desfiles das escolas de samba e pela Marginal Tietê, é bem desafiador, com trajeto difícil e estreito. Pareceu-me uma mistura dos circuitos de Toronto e Detroit.
Sobre os problemas, posso dizer que a organização da corrida foi falha. Para os torcedores, o esquema para alimentação e bebidas era péssimo, pois você passava por três filas para pegar uma água (trocava dinheiro por ficha, ficha por fichona, e a fichona pela água). Isso se ainda houvesse água na lanchonete, pois ela acabou nos dois dias do evento (!). Sem contar o preço, água R$ 3, refrigerante/cerveja R$ 7, etc.

Não havia arquibancadas na reta da Marginal, o lugar mais “diferente” do circuito, reta de 1,5km onde os pilotos encontravam vácuo suficiente para ultrapassagens e chegavam às maiores velocidades da prova. Aliás, havia uma arquibancada, mas muito pequena, com ingressos esgotados desde o primeiro dia de vendas. As demais arquibancadas não tinham muita visão da pista, várias com “postes” na frente (do desfile das escolas de samba).

Para os competidores, os primeiros treinos na manhã de sábado revelaram a impossibilidade de se correr na pista da passarela do samba, feita de concreto e “pintada” para os desfiles, pois os carros não tinham aderência suficiente para acelerar lá. Entravam na reta saindo de traseira, saiam de frente ao acelerar e, quando freiavam, tinham que rezar para não perder totalmente o controle do carro. Após “motim” dos pilotos, liderados por Tony Kanaan, deu-se um jeito na pista para o domingo, 'lixando' e 'arranhando' o concreto.
A pista apresentava muitas ondulações, coisa normal em circuito de rua, porém muito maiores que o normal “chegando o carro a perder contato com o solo com as 4 rodas”, como disse Dario Franchitti. Sabe a rua esburacada que você anda na Marginal? Então, foi a mesma utilizada pelos carros da Indy. Difícil, né? Durante a chuva de verão ocorrida no meio da corrida, no domingo, notou-se a formação de enormes poças d'água no final da reta do sambódromo (essas eu vi, pois lá estava) e na Marginal, além da falta de aderência (Danica Patrick rodou na minha frente por isso).

Mas a corrida foi muito boa. Mais daqui a pouco.
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